sexta-feira, 14 de maio de 2010

jams e tvs


Rola aquele papo do "chores e chorarás sozinho", né?
Nessa semana o Saulinho, Di Deus e Miúda - aqueles que dao prum Caldo (de Piaba) -, estiveram aqui e pudemos compartilhar algumas angústias típicas de quem é do Norte do país e se encontra longe de casa, no caso, em Sampa: falta de açaí de verdade e excesso de frio!!!

Ppeu, o batera mais guitarrista da Mini Box e também um dos mais sofredores quando o assunto é ausência de açaí (ele fica parecendo um nóia em abstinência), pensando justamente em transcender sua condição fatídica, resolveu cair de cabeça numa jam de guitarrada -estilo musical do Pará, que mistura o choro, o carimbo, o merengue, o maxixe e a lambada, típico do Norte-, junto aos meninos do Acre, lá no Estúdio Lamparina.
Esse saca, olhem a¡!


Além da lambada eles fizeram uma versão de "O milionário", um clássico que a Mini Box também costuma tocar nos shows longos o suficiente pra poder incluí-la.



Ontem foi uma agonia de almoçar rápido para estarmos todos prontos as 14:30 porque a van da PlayTV iria passar no escritório do Amere para nos levar aos seus estúdios, lá faríamos dois programas: o Combo = Fala+Joga e o Playlist.


não faço idéia do que estávamos falando...

O primeiro foi Combo = Fala+Joga, que é apresentado pela Bianca Jhordão (vocalista da banda Leela), que já tínhamos conhecido levando um papo durante entrevista em 2009, no Festival Goiania Noise. Foi divertido que só, todos jogaram exceto eu e o Alexandre que não somos lá muito íntimos de games. Assistir todo mundo se embaralhando quando começava a jogar era uma graça, o Sady entao, travou total!

Depois veio o programa Playlist, onde escolhíamos uns clipes pra rolar, mediante a listagem disponível. Ficou assim:
Alexandre -> Tatuí, 3 na massa
Sady -> Um olho no fósforo outro na fagulha, Pata de Elefante
Ppeu -> Minha menina, Mutantes
Helu -> Bom senso, Tim Maia
Jj -> Tell mama, Janis Joplin
Otto -> égua, esqueci qual era!


Na saída encontramos o Lariú, da Midsummer Madness, ano passado o levamos a Macapá pelo Coletivo Palafita para uma atividade de formação, a Semana da Música.
Quanto ao programa, nem sabemos quando que irá passar...mas qualquer coisa avisamos aqui, lógico! rs.

quarta-feira, 12 de maio de 2010

Na rua, no bolso, na escada, no estúdio...

Ontem de tardinha começamos a organizar os instrumentos na sala do Estúdio Lamparina para gravarmos o ensaio ao vivo com as músicas que farão parte do cd, acabamos gravando das 20 as 22h. Muito bacana o resultado, a seleção e ordem das músicas tão legais!!! Vocês saberão em breve...

Ainda no início de abril, logo que chegamos aqui, fizemos o Música de Bolso, "projeto visual que faz música para ver e videos para ouvir". Foi engraçado no dia porque, enquanto gravavamos Despertador o sol estava tímido...daí fomos pra rua gravar Amarelasse e o sol surgiu fortíssimo! Quando a música acabou o sol sumiu e esfriou...que cosa, non?!

Vejam só como ficou!


Tem o Despertador também...

segunda-feira, 10 de maio de 2010

Andando por São Paulo tropecei num crocodilo...

Sampa é um turbilhão de informações, em um simples passeio por uma calçada, a Mini Box Lunar absorveu o impacto do que foi a Vanguarda Paulistana.

Descendo a Theodoro Sampaio (rua famosa por ser a centralização das lojas de instrumentos musicais em sampa), passo por um camelô de vendas de vinil e vejo:

“Clara Crocodilo”













O primeiro álbum lançado pelo compositor brasileiro Arrigo Barnabé e também o último a contar com a participação da Banda Sabor de Veneno, que ele havia montado para uma (polêmica) participação no Festival Universitário da Canção da TV Cultura de São Paulo em 1979. O álbum é considerado pela crítica especializada como o marco inicial da chamada Vanguarda Paulista e um dos mais importantes discos experimentais lançados no Brasil no século XX.
Uma dose exata da tradução do que é sampa.


Pois, ao lado de Barnabé, também despontaram nesta época a cantora Tetê Espíndola e o cantor/instrumentista Itamar Assumpção. Juntamente com os grupos musicais Premeditando o Breque, Língua de Trapo e Rumo, compuseram o que a imprensa logo denominaria como "Vanguarda Paulista", algo definido pela jornalista Marília Pacheco Fiorillo como um movimento "um tanto insolente, pouco afeito à utilização da música como jingle ideológico ou sentimental, de compenetrada formação musical e impecável senso do absurdo".


Sendo então saudado pela crítica especializada como o porta-voz da "terceira revolução" da MPB (depois da bossa nova e do tropicalismo), Barnabé encarnou o papel e declarou em 1981 "que depois do Tropicalismo o que tinha de acontecer é o atonalismo na música popular, que tinha de pintar uma coisa atonal". Isso porque os caras tinham chegado num ponto, mas não tinham rompido com Dai então a falta de interesse das gravadoras comerciais no trabalho dos "independentes" justificava-se pelo caráter "vanguardista", erudito (e pouco comercial) do trabalho desenvolvido pelos mesmos. Que acabou por se concluir no esquema “Independente por acaso“


Pois não foi um gesto deliberado de rebeldia ou de "resistência cultural" por parte de Arrigo Barnabé, como chegou a se pensar na época. O LP seria originalmente lançado pela gravadora Polygram como parte da série Música Popular Brasileira Contemporânea, dedicada a artistas novos. Todavia, devido a atritos entre o músico e a gravadora, ele teve de optar pela produção independente que foi realizada entre julho e setembro de 1980 no Nosso Estúdio de São Paulo, tendo por produtor Robinson Borba. O lançamento foi feito em 15 de novembro deste mesmo ano na Faculdade de Arquitetura e Urbanismo da USP, mas o Departamento Federal de Censura só liberou a comercialização na última semana de dezembro.

Cheguei nem a perguntar o valor dessa raridade. Mesmo que fosse barato (o que com certeza não era) eu só tinha dinheiro para uma aspirina. Terminado o passeio, seguimos rumo a USP, onde tocaríamos no Canil (veja o video no post anterior). Tocada essa, que foi descolada por nosso amigo Chicao, dono do Estúdio Lamparina, onde estamos hospedados.

Ao chegar na USP, encontramos o “broto“. “Broto” é um grande entusiasta da Mini Box Lunar desde o Festival Fora do Eixo edição SP, onde tocamos com o Maldito Jards Macalé

Então, entre um papo e outro, eis que broto se inflama e diz:
Putz bitchooo, vocês seres amazônicos providos da descontruçao natural tem que entrar em contato com o Clara Crocodilo, pô!!! Seria mó barato fazer essa “relasong“ da desconstruçao concretista proposta pelo Arrigo e da desconstruçao Natural trazida por vocês.
E conclui:
Andem pelas calçadas quebradas bicho, as rachaduras de sampa tem muito a contar.

Relasong`s beibe...
Ouça do álbum “Clara Crocodilo“ a música “Diversões Eletrônicas”, que foi a Vencedora do Festival Universitário da Canção (1979).

Ouça também a banda do nosso amigo, Broto: www.myspace.com/mudshark
E (só pra não dizer que não falei de flores, rsrs) ouça Mini Box Lunar: www.myspace.com/miniboxlunar

Roda gigante, roda moinho, roda peão..

Tudo girou nos trazendo de volta pra cá pra esse canto, muita coisa aconteceu e aqui (?) estamos. Há bastante o que falar, vou começar por partes.

Por exemplo, ta amanhecendo em Sao Paulo no escritório do Amere Coletivo e Estúdio Lamparina (onde estamos hospedados) e tá bastante frio! Ainda nao consegui dormi porque estava organizando umas fotos da Mini Box no Picasa. Que tal ver o resultado desse serviço? Rs. Para ver click... tchanran!

Uma coisa super legal e recente: na última quinta-feira, graças ao nosso amigo Chicao (um do s donos do Lamparina), tocamos no Canil da USP. Público foda! Tínhamos ido lá na semana passada ver o show louco do Ala de Psiquiatria (uma das cinco bandas do Chicao), acabamos dando uma palhinha e o pessoal curtiu, dai fechamos de tocar na outra semana. 
Um dos caras a organizar a parada era o Paulinho, que por acaso tinha feito a iluminaçao de palco do nosso show na Cinemateca durante o Fórum de Cultura Digital em novembro de 2009, olha só que coincidência! Acabou que ele fez também um pequeno video do show lá! 
Dêem uma olhada no calor do povo...com certeza é desta proximidade que precisamos nos shows!