quarta-feira, 10 de novembro de 2010

Mais um passo

Plano Nacional de Cultura é aprovado.

Projeto de lei foi aprovado por unanimidade no Senado e agora segue para
sanção presidencial

A Comissão de Educação, Cultura e Esporte do Senado Federal aprovou nesta
terça-feira, 9 de novembro, por unanimidade, o projeto de lei (PL) que
sistematiza o Plano Nacional de Cultura (PNC). O texto, em tramitação no
Legislativo desde 2006, é uma construção coletiva dos parlamentares com o
Ministério da Cultura (MinC), com o objetivo de definir as diretrizes da
política cultural pelos próximos 10 anos. O projeto tramita em caráter
terminativo e segue agora para sanção presidencial. Como não houve
alterações no Senado Federal, não será necessário votar novamente na Câmara.

“A aprovação do Plano Nacional de Cultura é uma vitória muito grande,
primeiro, porque institucionaliza os avanços obtidos nos últimos anos pelo
governo federal na área da cultura e, depois, porque garante a continuidade
das políticas culturais no Brasil”, comemora Juca Ferreira, ministro da
Cultura.

O PNC está previsto na Constituição Federal desde a aprovação da emenda
constitucional 48 em 2005 – que instituiu o Plano e seus objetivos – e tem
por finalidade o planejamento e implementação de políticas públicas de longo
prazo voltadas à proteção e promoção da diversidade cultural brasileira. O
PL aprovado traz as diretrizes elaboradas e pactuadas entre Estado e
sociedade, por meio da realização de pesquisas e estudos e de debates e
encontros participativos como a 1ª Conferência Nacional de Cultura, Câmaras
Setoriais, Fóruns e Seminários. Já a o texto foi um trabalho em parceria
entre os Poderes Legislativo e Executivo.

ProCultura em discussão na Câmara

A Comissão de Educação e Cultura (CEC) da Câmara dos Deputados realiza
também nesta terça, dia 9, a partir das 14h, o Encontro Nacional sobre o
Projeto de Lei 1139/2007, que institui o ProCultura. O objetivo é encerrar
oficialmente o ciclo de debates e sugestões para a relatoria do projeto, que
já recebeu cerca de 2 mil contribuições. O Ministério da Cultura (MinC), em
parceria com a CEC, levou a discussão sobre o Procultura até cidades como
Curitiba, Porto Alegre, Recife, Rio de Janeiro, Salvador e São Paulo. No
total, o MinC foi a 20 estados debater o projeto com a sociedade. Agora, em
Brasília, o texto a ser entregue à deputada Alice Portugal (PC do B-BA),
relatora do Procultura, será finalizado. O público interessado também pode
participar.

O Procultura é uma ferramenta de ampliação de acesso e fomento à cultura no
Brasil, além de contribuir para o desenvolvimento da identidade cultural. De
acordo com pesquisa realizada pelo corpo técnico do MinC e pelo Instituto
Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), apenas 14% da população
brasileira vai regularmente aos cinemas; 96% não frequentam museus; 93%
nunca foram a uma exposição de arte; 78% nunca assistiram a um espetáculo de
dança; e 90% dos municípios do País não possuem cinemas, teatros, museus ou
centros culturais.

O Programa também visa sanar as limitações verificadas na aplicação da Lei
Rouanet, implementada em 1991 e que apresenta distorções. A meta é aprimorar
a destinação dos recursos públicos e estabelecer critérios transparentes e
objetivos no processo de seleção de iniciativas culturais.

Conheça os principais projetos da Cultura em tramitação no Congresso
Nacional

Sistema Nacional de Cultura – A Comissão Especial da Câmara que analisa o
SNC aprovou o substitutivo do relator, deputado federal Rubem Santiago, no
dia 14 de abril. A PEC 416/2005 será votada em dois turnos na Câmara e
seguirá para o Senado. A Proposta de Emenda à Constituição institucionaliza
a cooperação entre a União, os Estados e os Municípios para formular,
fomentar e executar as políticas culturais, de forma compartilhada e
pactuada com a sociedade civil. Saiba mais no Blog do SNC.

PEC 150/2003 – A Proposta de Emenda à Constituição (PEC 150/2003) foi
aprovada na Comissão Especial e está na Mesa da Câmara para ser votada em
plenário, em dois turnos. Depois será encaminhada ao Senado. A PEC é uma
iniciativa dos mais de 400 deputados e senadores de todos os partidos
integrantes da Frente Parlamentar Mista da Cultura, que estabelece um piso
mínimo de 2% do orçamento federal; 1,5% do orçamento estadual e 1% do
orçamento municipal para a cultura. Conta com o apoio de artistas e
produtores de todo o país.

Vale-Cultura – Primeira política pública voltada para o consumo cultural, o
Vale-Cultura, no valor de R$ 50, possibilitará aos trabalhadores adquirir
ingressos de cinema, teatro, museu, shows, livros, CDs e DVDs, entre outros
produtos culturais. O projeto de lei nº 5798/2009 foi aprovado na Câmara dos
Deputados em outubro do ano passado, com emendas que estenderam o benefício
a servidores públicos federais, a estagiários e também a aposentados, sendo
que para estes o valor é de R$ 30. No Senado, o projeto recebeu duas emendas
que ampliam o leque de serviços e produtos culturais previstos na proposta
do Poder Executivo, incluindo periódicos. As emendas dos senadores foram
aprovadas pelas comissões que analisam a matéria na Câmara. O PL segue para
votação em plenário e, posteriormente, para sanção do presidente da
República. Confira mais detalhes no Blog do Vale-Cultura.

Cultura como Direito Social - Proposta que reconhece a Cultura como direito
social na Constituição Federal (PEC 236/2008), aguarda constituição da
comissão especial que vai analisá-la na Câmara dos Deputados.

Procultura – Após uma ampla e democrática consulta pública, o projeto de
atualização da Lei Rouanet pretende corrigir as distorções na lei atual. As
principais alterações são o fortalecimento e desburocratização do Fundo
Nacional de Cultura, a democratização do acesso à produção cultural e o
estímulo para que o setor privado invista na economia da cultura. A matéria
foi anexada ao PL 1139/2007 e aprovada na Comissão de Desenvolvimento
Econômico, Indústria e Comércio da Câmara dos Deputados. Sua tramitação tem
regime de prioridade e caráter conclusivo. Agora será analisada pela
Comissão de Educação e Cultura (CEC), depois segue para apreciação nas
comissões de Finanças e Tributação e de Constituição e Justiça e de
Cidadania, antes de ir para o Senado.

Fundo Social do Pré-Sal – O PL 5940/09 foi aprovado com emendas no Senado
Federal e retornou à Câmara dos Deputados para apreciação das modificações.
O projeto prevê que uma parte dos recursos arrecadados com a exploração da
camada de petróleo Pré-Sal será destinada à cultura. O Fundo também
beneficiará ações de combate à pobreza, ciência e tecnologia, educação e
meio ambiente.

O anteprojeto que moderniza a Lei de Direito Autoral (Lei 9.610/1998) esteve
em consulta pública. A proposta visa promover o equilíbrio entre o direito
de quem cria, o direito de quem investe e o direito de toda sociedade de ter
acesso à cultura, à informação e ao conhecimento.

O Simples da Cultura foi aprovado pelo Congresso Nacional em dezembro do ano
passado e tornou-se a Lei 133/2009. Reduz a carga tributária para produções
cinematográficas, artísticas e culturais, corrige uma distorção criada em
dezembro de 2008, quando o setor foi enquadrado de forma inadequada no
chamado Supersimples. A alíquota mínima passa a ser de 6%, em vez de 17,5%.
Dados do IBGE indicam que 5% das empresas brasileiras desempenham atividades
culturais. O setor emprega mais de 1 milhão de pessoas.

(Comunicação Social/MinC)

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Fonte:
http://www.cultura.gov.br/site/2010/11/09/plano-nacional-de-cultura-e...
do/

quarta-feira, 27 de outubro de 2010

sábado, 7 de agosto de 2010

...Tocava para os mortos e agora toca música adocicada

Comprei um novo-velho orgão! E ainda não paguei todo!

Pra quem gosta de instrumentos vintage, e tem muita gente que curte, um dos mais “doentes” que tenho informação é o Fernando Catatau, o valoroso mestre Arnaldo Baptista, e também vi o tecladista do Burro Morto com um Moog no Festival Fora do Eixo (SP) entre outros. É claro que esses instrumentos são mais caros hoje, e virou “luxo” ter um, e quem tem não se desfaz do equipa, não troca, não empresta e as vezes não deixa nem chegar perto...rsrs...o que é compreensível em partes. Na tour Abril Maio do Mini Box Lunar, aproveitei pra me deleitar nas lojas de instrumentos vintage da Teodoro Sampaio, fui em algumas eletrônicas (sempre há lá no canto da sala uma raridade) e conheci pessoas que possuem algumas dessas jóias, e o mestre Miranda tem alguns synths espalhados nas casas dos amigos em São Paulo, o único que ficou na casa dele é um Korg vintage muito raro!...e ainda não toquei nele...ainda.
Antes de ir para a II Tour Fora do Eixo Nordeste, eu recebi uma benção dos céus! Um amigo que é o melhor eletrônico da cidade – o Sr Wilson! Discípulo de japoneses que atualmente ta construindo um sintetizador pra eu usar no Mini Box Lunar – me dizendo que havia consertado um órgão brasileiro que era da Capela Mortuária do Hospital São Camilo, e que o Padre queria vender pra comprar um portátil para as missas! Parei de fazer tudo e corri pra oficina do Wilson. Cheguei e vi um lindo ITSON (tem um parecido no mercado livre)de 1974 da Casa Bevilacqua (SP) lindo! Tudo funcionando, pedais, slides, teclas, falantes, estrutura de madeira toda conservada, um verdadeiro achado! Não deu em outra! Levei pra casa na mesma hora, chamei um amigo que pegou a pickup do pai e levamos na carroceria à 40 km pra não acordar o “moço” na hora errada.
Aê como sempre o Wilson explicou como funciona tudo, desde os geradores de som até a composição da estrutura de madeira como se a gente entedesse tudo o que ele estava falando! Ele sempre faz questão de explicar do jeito “bob moog” dele, é realmente um figura incrível! Que todos respeitam pelo conhecimento que carrega do mundo eletrônico.
Passamos pelo Poliphonic pra mostrar pro Ppeu e meus pais (pra quem não sabe eu e Ppeu somos irmãos) que soltaram a frase que ainda bem que ta ficando clássica: “tu sempre acha essas coisas velhas e bonitas!” ...e claro que o Ppeu já queria gravar pra sentir o som nos monitores do Studio, porém ficou pro disco do Mini Box. Fui pra casa da Helu mostrar o novo integrante da família, e claro, ela quase cai de tanta emoção...e a primeira música que nasceu dele nas minhas mãos foi a Soda, que vou gravar aqui no Poliphonic pra somar as faixas do cd com o Miranda.
Ele agora ta aqui me olhando como se soltasse frases de agradecimento, do tipo carregada de gratidão, pois ele saiu da capela que tocava musica pra entes que já passaram dessa pra melhor, e o que ele queria mesmo era tocar coisas mais saltitantes, de sol, de amor ao passado/presente/futuro e dos afagos que disparamos todos os dias nele, ele vê os Palafitas entrarem na sala num passar de mão nele, e em todas as reuniões do Núcleo Durável ele está presente, assim como as conversas, tramas, amadurecimento e novas idéias para o cd da banda, cd este que ele o ITSON da Casa Bevilácqua já faz parte. Agora a Harmônica Hering que a Helu comprou na Feira da Benedito Calixto num dia de passeio com a Dani Amerê, Marquinho, Pablo e Mari Soldi, já tem companhia, junto aos irmãos mais novos como o Ensonic ESQ1, o Tokai Tx-5, O Roland W30, Módulo SC880, O "irmão estranho" Theremim TH1, e o velho e charmoso viloão Giannini 1969 que compus Cabine 103, Despertador, A Viola e o Pandeiro, Sessão Vintage, Gregor Samsa, Aceno entre outras do Mini Box Lunar.
...ah é, falta pagar a última parcela dele!Abs!

terça-feira, 20 de julho de 2010

Pods crer!


Olha que felicidade (!): hoje, na net, encontramos essas artes tão legais que fizeram pra gente! Obrigada, pessoal, a gente curtiu muito muito muito mesmo!

A autora destes é a Hanna Gledyz!



Esse é do Daniel Nec! Visitem: http://www.flickr.com/photos/danielnecro/

Valeu, pessoal!!!

quinta-feira, 15 de julho de 2010

Festival Quebramar 2010

Coletivos Fora do Eixo Norte reunidos
Neste último final de semana, sexta e sábado, ocorreu aqui em Macapá o Festival Quebramar – 3º Edição. Uma experiência fantástica de produção cooperada, através das bandas que integram o Coletivo Palafita. Tivemos alguns problemas no primeiro dia, mas foi extremamente gratificante e inspirador ver como tanta gente empenhou-se e “sustentou junto uma vibe positiva” – como diria Alex Antunes – durante o Festival inteiro.
Show da Mini


Este ano fizemos de segurança à limpeza geral da praça. O trabalho do Palafita de compreender a lógica cooperativa e desenvolvê-lo como uma vivência cotidiana, habitual, pode ser testado nessa edição do evento. De bandas novíssimas, como a Beatle Jorge, a bandas já com alguma estrada, como a SPS12, Profétika e Amaurose, tiveram atuações incríveis durante a produção do evento, e apresentaram um certo nivelamento no que se refere a compreensão desse processo.

Show da Mini


A prova de fogo disso, claro que é comportamental. Como este ano não tivemos muito tempo para reuniões, passar a mensagem sobre as práticas de gestão compartilhada e de trabalho cooperativo ficou a cargo da experiência em tempo real. Neste sentido, o convencimento do outro e, portanto, a difusão dessa forma de trabalho, tinha mesmo de ocorrer da maneira mais eficiente: fazendo de si um exemplo de caso.


O festival


No fim da noite, o público interagia na praça catando o lixo conforme o ensinado, no dia anterior, pelas bandas do Palafita, do Megafônica, Canoa, Esquina, Lumo... Muito lindo! A Mini Box Lunar se sente honrada fazer parte disso também.

segunda-feira, 28 de junho de 2010

Miranda no meio do mundo


Semana passada o Miranda esteve aqui nas terras tucujus, graças ao Itaú Rumos Música 2010. Ele acabou aproveitando para dar uma esticadinha, conhecer um pouco a cidade, mostrar uns sons e, claro, ensaiar conosco.

É, sem dúvida estamos positivamente ansiosos com a gravação do disco! Miranda é bom demais e muito gente boa, divertido que só! Uma música do ensaio foi gravada...vejam ai, digam o que acharam!


As imagens e edição foram feitas pelo Daniel Nec!

sábado, 26 de junho de 2010

Conexão Vivo Belém




Velho, já se passaram alguns dias desde que voltamos de Belém, por isso faço apenas uma nota de como foi lá.
Primeiro, devo dizer que foi muito bom retornar à cidade das Mangueiras, onde há pouco mais de dois anos atrás, iniciamos definitivamente nossa vida enquanto banda, no Festival Se Rasgum de 2008.


Com Fábio Gomes, do blog Som do Norte

O evento aconteceu no pier da Casa das Onze Janelas, no bairro da Cidade Velha. Fomos a primeira banda do primeiro dia. Ainda no backstage encontramos velhos conhecidos, como o querido Blue, e avatares que finalmente se tornaram reais, como foi o caso do jornalista super apaixonado pela cultura nortista, o Fábio Gomes, do Som do Norte.



O show foi bem suave, afinal, nos sentíamos em casa! A cidade é vizinha de Macapá, o clima e a cultura sao extremamente semelhantes, além de que Otto, Ppeu e Sady nasceram lá e, eu e Alexandre, moramos em Belém por um tempo - a Helu sempre passava férias lá também, rs! Bem, só sei que o som tava lindo, o público tava animado (fodas!), tinha até ventinho vindo da beira do rio que passava por baixo das batas que era uma beleza, hehe! E do palco, dava pra ver amigos e vários rostos familiares. Durante o evento pudemos ver (e conhecer) shows super bacanas, como o da Nina Becker e do Romulo Fróes, e rever os meninos Do Amor e Caldo de Piaba.


Na verdade, foram duas apresentações na noite. Depois do Conexão, fizemos o Baile dos Capuletos, festa dos djs do Coletivo Pogobol em parceria com o Coletivo Megafonica ( Ponto Fora do Eixo de Belém), que rolou no bar Palafita. Fomos devidamente fantasiadas tipo anos 20, o pessoal estava devidamente doido, e a festa divertida deveras. Saímos de lá umas 7h da manha, e ainda ficou um gostinho de quero mais...

quarta-feira, 16 de junho de 2010

O Cara Trava, o Caramujo

Hotel de festival é a parte dos bastidores onde acontece aquele um milhão de historinhas típicas do universo rocker. Outras não tão constantes assim. Vamos ao cenário: Cult Hotel, Recife-PE. Situação: madrugada do segundo dia do Abril Pro Rock. Personagens: vetado (pero no mucho).

Todo mundo se aproveita de uma porta entreaberta, mesmo que do outro lado tenha um gótico maluco de cueca, igual a um panda de tanta tinta preta escorrendo ao redor dos olhos. O voyer em questão tem opções estranhas, é verdade, mas calham com a dose de disposição de espírito de um integrante da Mini Box Lunar na mesma medida que cabe ao gótico exercitar sua estranheza em frente ao espelho. Enquanto o primeiro corria um risco excitante e deliberado, rindo mudo pelos poros, o outro jogava com as perspectivas de observado e também de observador do voyer pelo espelho. De repente, jogava-se o jogo de olhares tipo aquele descrito por Foucault em As Palavras e as Coisas, na análise sobre Las Meninas, de Velásquez.

O gótico dançava lentamente com as mãos numa posição meio egípcia. Travava no ar e mudava de lado novamente. Até que de súbito flagrou seu observador, não mais pelo espelho, virando rapidinho com as mãos em frente aos olhos como se segurasse um binóculo. O voyer se assustou na primeira vez, mas depois de umas tantas repetições da coreografia egpcio-binóculo-egipcio preferiu se divertir mais um tempinho.

Essa história foi contada no decorrer das estradas umas quinhentas vezes e dela surgiu a coreografia “o cara trava, o caramujo” que você pode conferir nos vídeos dos shows da Mini Box Lunar e do Nevilton nesta 2° Turnê Fora do Eixo Nordeste. É só acessar o You Tube.

sábado, 5 de junho de 2010

Falando, jogando e tocando canções


Comprei um controle novo e falsificado pro Playstation do meu sobrinho, Caio. Ele ganhou um jogo de corrida pirata do avô, que também é o meu pai – óóó. Eu não lembro o nome do jogo, mas posso afirmar com o meu parco conhecimento sobre o assunto que ele é muitíssimo divertido e precisava de dois controles. Tem umas fases que a gente precisa empurrar os carros da pista para aumentar a velocidade do seu carro, mas isso não tem nada a ver com o tema desse texto...

Em partes! Tem a ver um pouquinho. Há uns cinco anos eu zerei o meu primeiro jogo no Playstation, o Alone In The Dark. Esse jogo é incrível e como copiei ele semana passada na locadora, pretendo zerá-lo novamente no meu intervalo de almoço do trampo. Ah, eu gosto mais do que do Resident Evil e gosto na mesma medida do Silent Hill, que nunca cheguei a zerar. Mas isso também não importa para o momento.



Importa dizer que o jogo do Pokemon – um que é tipo umas Olimpíadas de provas fofinhas – é muito mais legal que o Mário Kart. Só que Mário Kart tem os valores agregados de todos os Mário’s que já pintaram. O meu primeiro foi o do Dynavision. Super facinho e chatinho. Eu mesma zerei várias vezes. Mas os mais legais eu joguei nuns Nitendo de amigos. Na época, eu fazia informática e esse era o brinquedo novo. O engraçado é que eu sei de informática tanto quanto sei de videogames: pouco.




E, claro, respeitando, a autoridade dos Mário’s, eu escolhi o Kart, pra jogar contra a Bianca Jordão no programa Combo Fala+Joga da PlayTv. Foi muitíssimo divertido. Ganhei dela algumas vezes e ela nem ligou. Mas o mais importante é que eu continuei falando. O mesmo não aconteceu com o Sady - que titubeia quando faz uma coisa de cada vez, imagine duas juntas - e o Ppeu que só foi pra jogar, claro que venceu todas as partidas. Ele passou a viagem inteira com abstinência de game e só conseguiu largar o controle com a intervenção da pistola de choque do segurança da emissora. Mentira!

A equipe nos recebeu muito bem e tinha até um camarada que já morou na terra natal do Otto, como ele contou no post Assim, Macapá fica perto... Encontramos também Rodrigo Lariú, do selo Midsummer Madness e que esteve em Macapá na I Semana de Música do Coletivo Palafita. Bianca é super doce e a conhecemos no Goiânia Noize. Foi super legal!



Os jogos que Sady, Ppeu e os outros escolheram, a performance da Mini Box Lunar e de Bianca Jordão no game, dentre otras cositas, poderão ser curtidas no Combo: Fala+Joga que vai ao ar no dia 11/06- Sexta-feira, às 22:00hs pela Play Tv - canal 86 da Sky, 13 da Net Brasília, 30 da TV Oi Belo Horizonte e 430 do DTH da Oi. Além disso, pode ser vista gratuitamente, por streaming e on demand, pelo site www.playtv.com.br. A repitota sai Sábado (12/06) às 06:30hs / 12:00hs / 17:00hs.

Por Helu Quintas

terça-feira, 1 de junho de 2010

Swinging rendez-vous!!!


Já cheguei a esquecer meu próprio aniversário, lembro. Nunca tive muita noção do tempo, quase sempre me vejo perdida do dia/data/hora das coisas. De vez em quando rola uns papos desses com a gente, parece.

Certa vez, durante a II Tour Fora do Eixo NE, estávamos numa manhãzinha quente na cidade de Vitória da Conquista-BA, quando não mais que de repente mademoiselle Heluana Quintas resolve levar seu corpinho magro e figurino retrô marcado por sandálias franciscanas, calça jeans boca de sino azul clara, camiseta amarelo mostarda de botões e mangas longas, colete vermelho bordô que passava da altura do bumbum, um óculos de sol onipresente, redondo e bem grande, além de muitas pulseiras e colares, -onde ela ia mesmo?- à padaria. Após comprar uns cigarros e sei lá mais o que, finalmente, pergunta ao vendedor.

- Moço, que dia é hoje?
- Hoje são 23 de abril.
Ele a olha dos pés à cabeça, e prossegue:
- Queres saber o ano também?!
- ...!!!

Só pra descontrair, rs. Tá, o que queria dizer é que:

1. Esqueci que a viagem pra Sao Paulo era já na quinta (!).
Fiz a mochila apressada antes de ir ao trabalho no jornal, do qual só saí às uma e meia da matina, direto pro aeroporto. Mas ok, isto é só um gancho pra falar da volta a Sao Paulo mesmo, hehe.
Era manhã ainda quando Otto foi nos buscar com Lincoln, estavam cheios de histórias e aventuras que foram contando durante o típico engarrafamento paulistano (bem-vindos! - dizia a cidade)! Apesar do pouco tempo, conseguimos ir ao bairro da Liberdade (eu e alex) e na casa do Carlini (helu).
As 17h estávamos no Sesc pra passar o som, uma equipe foda nos recebeu e deixou tudo belezinha no palco - valeu!! Além do Coisa Linda Sound System (AL), que tocou antes da gente (os conhecemos durante a tour no Nordeste), rolou no mesmo horário o show da Bebel Gilberto, que só pudemos espiar em sua passagem de som.

No Sesc Pompéia, participação do Chicão

Nosso show foi muito divertido (apesar do meu resfriado)! Inclusive, tivemos finalmente a participação do nosso querido amigo Chicão (vocês já devem saber de quem se trata, é um dos nomes mais citados aqui, depois do Lincoln!), tocando conosco " Cabine 103" - que por acaso ficou mais liga-torta-bad-trip-ao-cubo, louquíssima!
Revemos muita gente bacana e conhecemos um pessoal massa, um deles foi o Jacaré (que faz iluminação da banda Eletrogroove, do Chicão), que gravou o finalzinho do show, quando voltamos pra tocar "Soda", como bizz (ulha disk!).


Obs: um abraço ao Jacaré e ao divertido trio de amigos que chegou com gente no final do show, indignados por nossos cds terem terminado! haha!

2. Lá, fomos numa feirinha de antiguidades.
Heluana me acordou com a proposta de ir à feirinha que ocorre todos os domingos lá na Teodoro Sampaio, em Pinheiros. Ela já tinha me dito várias vezes, encantada, o quão delicioso era ir lá, e que combinava muito com a gente.

Chapéu: anos 20 (detalhe pro lado)/ anos 40 (detalhe pra frente)

Num dos stands, meu corpo paralisou. Um batom vermelho numa boca fina de dentadura amarela falava aos clientes sobre seus produtos - rapidamente se faziam platéia: ela vendia utensílios da Segunda Guerra. Aquele rosto não precisava de expressões -tão drásticas eram suas rugas-, emoldurado por secos cabelos brancos em chanel, com rala franja; seu óculos de grau era gateado e com aros grossos, tipo de madame francesa; o casaco pesado, branco com uns pontinhos pretos, suavizavam a dificuldade dos seus gestos.
Olhei pra Helu e ela me encarava, rindo da situação. Não precisávamos dizer nada: aquela senhora nos lembrava um filme que gostamos muito, uma animação francesa chamada Bicicletas de Belleville! Não é raro nos encontrar cantarolando por aí "J' veux pas finir ma vie à Accapullllllllcoooo "!
Pra quem não conhece e pra quem quer relembrar, aí vai:


Por toda quadra o mofo bem cuidado das máquinas fotográficas, filmes, telefones, rádios, instrumentos, quadros, posters, fósforos, máscaras, livros, acessórios, óculos e roupas, me encantavam - como suspeitei que fosse acontecer. É, realmente tudo combinava demais conosco, exceto com nossos bolsos!
O que pudemos fazer, então, foi levar tudo na memória e tirar essa fotografia acima, inspirada na vovózinha. =]