domingo, 23 de maio de 2010

Seguindo o conselho dos mestres...


por Otto Ramos


Nesse período de pós turnê nordeste e pré produção do disco, uma coisa que sempre ouvimos do Pablo, Alex Antunes e do Miranda foi: “Saiam mais um pouco! Conheçam a cidade, sintam o que ela mostra...isso ajuda muito no processo de construção do disco!” e por mais essa frase comum para bandas e artistas, pra nós o grande lance era ver São Paulo num “caleidoscópio” misturar todas as informações, posicionar uma de frente com a outra e absorver o máximo possível. E tem dado certo.


São Paulo também pra mim (que ainda estou cursando História na Federal e ex Pesquisador de Arqueologia Histórica...porque a bolsa se foi com essa temporada fora do Amapá..rsrs) é uma revisitação emocionante ao tempo de construção da nossa jovem democracia. Com suas ruas que proporcionam imagens fantásticas e em especial a ECA da USP onde o Mini Box Lunar fez um dos shows mais importantes da sua vida, num lugar carregado de energia militante e com um ar aguerrido que é transcendental, e isso claro que é bem vindo para nosso banco de estímulo dentro da rede também.

Outros lugares visitados, pessoas que conhecemos no Festival Fora do Eixo SP e RJ e os dias no nordeste numa das ações mais estimulantes que já construímos, e nesse retorno pra SP tivemos uma pausa na Pré produção do disco, passamos então a dedicar mais tempo ao Quebramar e ao nosso Congresso Regional, e com a ida do Alexandre, Helu e JJ para Macapá e Ppeu e Denize para Ribeirão Preto, eu e Sady passamos a sair mais com o Lincoln, e a andar um pouco mais pela cidade.

Mais uma vez fomos à um lugar indicado pelo Miranda – a Surreal Liberdade – e piramos nas ruas do bairro japonês/coreano as vezes mágico e lindo e as vezes bizarro! Fomos logo pro bizarro da coisa, e passamos horas procurando filmes trash japoneses, um em especial que o Sady viu metade em Belém porque metade da platéia abandonou a sessão e duas pessoas desmaiaram logo na primeira metade do filme! Rsrs...aê deu gás pra ir em todas as lojas de filmes e também nas banquinhas de camêlo da Liberdade. Na procura vimos tantas coisas malucas e interessantes, e as vezes engraçadas como um cartas em todos os postes de um “Caloteiro da Liberdade!” rsrs...o cara que “marcou” espalhou vários cartazes com a foto e uma frase de maldição! Hahah...muito engraçado!

Andando vimos o quanto eles são objetivos mesmo, um povo sagaz ao extremo! E com uma beleza artística, uma arquitetura bonita (até o banco é nos moldes japan city) no meio de tanto barulho e gente passando. Muito bonito, fácil de chegar lá, vale muito a pena comer por lá, conhecer todas as lojas..ah sim! Lembrei...vi um Nunchaco de verdade! Vários pendurados na porta de uma pequena loja...aê lembrei do tempo que eu fazia de cabo de vassoura e com corrente de metal! Hahah...Sady tb fez muitos Nunchacos fakes, Foi massa ver um de verdade assim como outros objetos como um chapéu vietcong que quase compro pra tocar no show do SESC Pompéia mas o preço me assustou...100 pilas não dá né!...”obrigado tio, queria mas nesse preço não posso...” rsrs.

Espero que vire música pro disco 2, e que tudo que vivenciaremos ajude tanto na banda quanto no processo de formação política dos Mini’s, e já dá pra cantar os versos vitoriosos de Tom Zé: “...São, São Paulo, meu amor...”

3 comentários:

Lincoln disse...

To vendo os vídeos de guitarrada no lamparina! Adoro Guitarrada. To com um CD do La Pupuña que ouço direto no carro.

São paulo é cheia de cantinhos gostosos. Se eu não tivesse tão atarefado (como um típico paulistano já), mostrava ainda mais. Falta passeio no parque do Ibirapuera, por exemplo. Que sabe quinta-feira?

Aê, alguns links tão com cor estranho no site e não dá para vê-los como, por exemplo, o dos comentários.

Lincoln Noronha disse...

Guitarrada rulezzz (alguém ainda fala "rulezzz"?). ahuahua.
Não sabia que o Said tocava no Caldo de Piaba! A Ilha de lost fica perto do Acre, então?

Saddy Menescal disse...

é impressionante como voce sai do metro em outro mundo já...a comunidade oriental da época da imigraçao só se consolidou com o tempo e fez do bairro da liberdade uma parte da sua terra natal...
e mesmo voce sempre tendo lido sobre a coisa toda...andar na rua e vivenciar a coisa toda causa um impacto...e outra: nos lirvos ninguem pode comer os bolinhos japones que tem aos montes pela rua...rsrs